Crise de asma: veja o que fazer e quando procurar ajuda

Whatsapp Compartilhar

Doenças crônicas nem sempre se manifestam de forma evidente, no entanto, são consideradas umas das principais causas de morte no mundo. A crise de asma faz parte dessas estatísticas e atinge 20 milhões de brasileiros, segundo a ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia).

Muitas vezes, ela começa a se manifestar por meio de sinais que parecem uma gripe comum: espirros, nariz entupido e tosses. Porém, sem os devidos cuidados, a falta de ar da asma — seu sintoma típico — aumenta o risco de parada cardíaca. Aliás, foi exatamente essa a causa do falecimento da atriz e escritora Fernanda Young, em 2019.

A asma merece atenção, pois, apesar de não ter cura, tem controle e tratamento. No texto a seguir, explicamos mais detalhes sobre a crise de asma e o que fazer quando ela surge. Acompanhe!

crise de asma.
Adultos que tiveram asma na infância têm mais probabilidade de gerar filhos com a doença. Foto: Getty Images

O que é asma?

A asma é uma doença crônica não transmissível, que se expressa pela inflamação dos brônquios, as vias aéreas que levam ar aos pulmões.

Explicando de forma simples: todos nós temos diferentes tipos de células que revestem esses brônquios. 

Em um indivíduo com asma, algumas dessas células, conhecidas como receptoras, são bastante sensíveis. 

Assim, reagem à presença de substâncias estranhas, estimulando a contração do tecido, fazendo as mucosas incharem e, com isso, prejudicando o fluxo de ar.

Os sintomas de asma variam em frequência e intensidade, sendo os principais:

  • Tosse seca ou com catarro;
  • Sibilos (chiado no peito);
  • Desconforto na região do peito;
  • Respiração rápida, curta e dificultosa.

A doença é mais comum em crianças, idosos e mulheres, mas pode aparecer em qualquer idade e momento da vida. 

O que causa um ataque de asma?

A asma não tem uma única causa específica. É influenciada pela genética, mas também propensa a se manifestar em determinadas condições ambientais e nutricionais

Por exemplo, adultos que tiveram asma na infância têm mais probabilidade de gerar filhos com a doença. Indivíduos que cresceram com uma dieta pobre em vitaminas ou que não foram amamentados com leite materno também têm essas chances aumentadas. 

Além disso, a asma está associada a rinites alérgicas. Quando é assim, existem agentes desencadeantes da crise, também chamados de gatilhos. Os mais comuns são:

  • Pó; 
  • Poeira;
  • Ácaro;
  • Mofo;
  • Odores fortes;
  • Tabagismo passivo.

Quais os fatores de risco para asma?

Fatores de risco são comorbidades preexistentes que podem prejudicar os sintomas e aumentar a crise de asma. Abaixo, confira os principais.

Obesidade

A obesidade é outra doença crônica e que predispõe a uma série de intercorrências na saúde, devido à facilidade de gerar processos inflamatórios. Com isso, há predisposição em inflamar os brônquios.

Refluxo gastroesofágico

No refluxo, parte do conteúdo do estômago volta em direção ao esôfago. Devido à acidez, o canal por qual ele passa fica sensível e irritado, facilitando a inflamação. Sem contar o risco de uma parte do líquido chegar aos pulmões. 

A crise de asma pode durar minutos, horas ou dias. Foto: Getty Images

Como é ter uma crise de asma?

A crise de asma se dá pelo surgimento dos sintomas de forma intensa. Pode começar aos poucos, mas não é raro que venha de repente. Conheça seus sinais:

  • Tosse forte com chiado;
  • Extremidades do corpo azuladas (pontas dos dedos e os lábios, por exemplo);
  • Rosto com cor diferente, podendo ficar avermelhado ou pálido;
  • Falta de ar que impede falar;
  • Ansiedade intensa, devido à dificuldade de respirar.

Uma pergunta rotineira é: quanto tempo pode durar uma crise de asma? Bem, isso depende de pessoa para pessoa. Há casos que duram minutos, outros, horas e há os que persistem por dias.

Um aviso importante aqui é: não deixe se enganar pela classificação da asma. Como assim? É que o seu médico pode categorizá-la em graus, indo de leve a grave. Mas saiba que mesmo que não pareça preocupante, ainda é possível ter crises, viu?

Com relação ao risco de morte, a falta de ar na crise de asma costuma assustar, mas raramente leva à perda de consciência e à parada cardíaca. E, quando se realiza o tratamento completo, isso é ainda mais difícil de acontecer.

Como saber se é uma crise de asma ou de ansiedade?

As duas crises podem se confundir, sabia? Até porque não é nada incomum que alguém que tenha tido crises de asma também comece a apresentar ataques de pânico.

Contudo, existem diferenças. A asma é de origem orgânica, isto é, ela existe por causa de uma inflamação. Já o ataque de pânico tem relação com um quadro de ansiedade.

Outra distinção é que a asma apresenta sinais característicos, a exemplo da tosse e do muco na garganta. A ansiedade, por sua vez, demonstra seus sinais pelo aumento da frequência cardíaca, tremores, formigamento e sensação de frio ou calor.

Mas é fato que existe uma linha tênue entre asma e ansiedade. Então, na presença de quaisquer desses sintomas, é prudente procurar ajuda médica, está bem? Apenas um profissional pode fazer o diagnóstico e encaminhar ao melhor tratamento.

A falta de ar da asma aumenta o risco de parada cardíaca. Foto: Getty Images

O que fazer para aliviar a crise asmática?

Diante de uma crise de asma, a medicação broncodilatadora costuma ser bastante usada, pois ela age diretamente na musculatura das vias respiratórias, evitando que se contraiam. Por isso, as bombinhas. No entanto, isso não é uma regra, pois nem todo mundo com a doença precisa delas.

Outro procedimento é se sentar em uma posição confortável, inclinando-se levemente para frente, já que isso facilita a respiração. Algumas situações podem demandar uma ambulância ou um atendimento médico rápido.

O que fazer para dormir com crise de asma?

Antes de tudo, é importante esperar os sintomas cessarem. Ter um remédio ao lado da cama também é uma medida de cautela, caso a crise volte de madrugada.

Mais um conselho fundamental, é tirar do quarto qualquer objeto que sirva de gatilho. Por exemplo: um travesseiro velho pode juntar o ácaro e desencadear as tosses e a falta de ar. Além disso, vale a pena arejar e umidificar o ambiente.

Como é o tratamento para crise de asma?

O diagnóstico é feito com o pneumologista, que realizará exames de testes respiratórios da função pulmonar. Um alergista ajuda a detectar alergias específicas. E, caso existam crises de ansiedade junto dos sintomas de asma, um psicólogo e um psiquiatra também proporcionam grande ajuda.

O tratamento pode ter um viés mais reativo e é direcionado para os momentos de crise. Porém, é necessário o tratamento de manutenção, que tem o objetivo de evitar futuros sintomas. Alguns procedimentos podem ser:

  • Usar medicações: anti-inflamatórios e broncodilatadores;
  • Fazer nebulizações com soro fisiológico;
  • Praticar esportes que trabalham a respiração, a exemplo da natação;
  • Evitar exposição a agentes ameaçadores: poeira, cigarro e frio, por exemplo, podem piorar a situação.
Muitas pessoas usam bombinhas para tratar a asma. Consulte seu médico. Foto: Getty Images

Como conviver com asma?

Bem, você procurou ajuda médica e viu que o diagnóstico é de asma. E agora? Tem como conviver com a doença e levar uma vida normal? 

Claro que sim! Acompanhe as dicas, então!

Não interrompa o tratamento

Infelizmente, isso é comum na asma. A pessoa toma os remédios, percebe a melhora e pensa que já está tudo bem em deixar o tratamento de lado. No entanto, cuidado! A doença é crônica, o que significa que não há cura. Mesmo que os sintomas não estejam presentes, ela ainda existe.

Mantenha a vacinação em dia

O sistema imunológico deve estar 100%. Assim, é superimportante manter em dia as vacinas. A da gripe é ainda mais especial, pois muitas crises de asma surgem a partir dela.

Cuide da saúde geral

Alimentação saudável e atividades físicas são fundamentais para quem tem a doença. Visitas periódicas ao médico também. Dependendo do caso, podem ser necessários tratamentos concomitantes, como, por exemplo, para ansiedade ou obesidade.

Como exames de rotina ajudam no tratamento de doenças crônicas?

Em algumas situações, o médico solicita um exame de sangue para avaliar as dosagens de dióxido de carbono no organismo. 

Determinadas alergias também podem ser descobertas com exames laboratoriais específicos. E, pelo fato de a asma ser crônica, é fundamental cuidar de outros aspectos da saúde. Por exemplo: verificar níveis de triglicerídeos, de leucócitos e a presença de bactérias.

Por isso, ao precisar dos exames de rotina, procure o Laboratório Padrão, que tem a qualidade e a confiança que você e sua família merecem.

Enfim, a crise de asma pode ser séria, mas com os devidos cuidados e exames, é possível conviver bem com a doença, sem deixar ela impactar a qualidade de vida, está bem? Conte conosco para ter mais saúde e bem-estar!

Ficou com alguma dúvida ou precisa de informações sobre os serviços do Laboratório Padrão? Entre em contato pelo WhatsApp. Também atendemos pelo telefone: (62) 3221-9000. 

Até breve!

Acesse aqui